quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quando Nietzsche Chorou - Capítulo 20

Em nova conversa, Nietzsche ajuda finalmente Breuer a enxergar nitidamente além de sua obsessão por Bertha. Em síntese: medo da morte, desejo de conforto e de agradar a platéia (a sociedade).

Chama-me a atenção agora como o pai, no microcosmo da família, pode significar os olhos da sociedade e de um "tempo", de um contexto histórico-social vigiando sobre o indivíduo. Breuer não escolheu ser médico diagnosticador, casar-se, ter filhos; foi escolhido para exercer esse papel pelo seu pai - sua platéia particular a quem ele reportava todas as suas conquistas - e pela sociedade, que lhe impôs o caminho a ser trilhado.

A seguir Nietzsche apresenta ao seu interlocutor o conceito do eterno retorno. Suportaria ele (suportaríamos nós) viver(mos) eternamente o que se vive no momento presente?

A questão é: nossa principal platéia individual deve ser a nossa consciência, a única que merece nossos maiores esforços para ser satisfeita. Sob esse prisma, o eterno retorno se torna um conceito prático, simples.

2 comentários:

Alex disse...

A consciência, o EU, tudo o que nos atinge, e somente a nós, fazendo bem, é o que importa. A plateia que se dane. hehehe

Costureira de estrelas. disse...

Seu novo cantinho está ótimo!
E tomara que o mal de não gostar de emprestar livros tenha cura!! hahaha
=*