quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quando Nietzsche Chorou - Capítulo 19

Bem, até agora eu nunca cultivei o hábito salutar de fazer anotações sobre os livros que estiver lendo. Diante de um livro tão estimulante quanto este e sobretudo depois de ter lido um ensaio do Schopenahuer sobre erudição, resolvi iniciar - ou ao menos tentar - essa prática. Infelizmente já estou no capítulo 19, próximo do fim, mas a experiência deve valer mesmo assim.


Primeiro é preciso mencionar como neste ponto o livro une de maneira ainda mais estimulante do que nos capítulos anteriores o método psicanalítico e a filosofia nitzscheana. Confesso que nunca havia me ocorrido a ideia de psicanálise como uma espécie de filosofia pessoal do autoconhecimento capaz de tornar possível a máxima que o personagem Nietzsche repete ao longo do romance: Torna-te quem tu és! Neste capítulo, Breuer descobre os significados de sua obsessão por Bertha e compreende com maior clareza o que Nietzsche vinha falando sobre substituí-la por pensamentos superiores. É uma tentativa de mostrar a como a psicanálise pode nos ajudar a trilhar o caminho do autoconhecimnento, libertando-nos dos subterfúgios que encontramos para não viver a vida que queremos ou não nos tornarmos quem queremos ser.

Algumas frases marcantes:

Viver de maneira segura é periogoso.
O tempo não pode ser rompido: esse é nosso maior fardo . Nosso desafio é viver apesar desse fardo.
Amamos mais o desejo do que o ser desejado.

2 comentários:

Lice disse...

Meu orgulho!
Amo vc!

Alex disse...

Meu amigo, tentei ler este livro há alguns anos, mas parei e guardei. Depois descobri o "Trocando livros" e troquei. Hoje penso: hum, eu deveria ter lido, mas algo me diz que eu largaria de novo. Gosto de Nietzsche, de filosofia, mas achei a história deste romance um pouco cansativa - só pelo que eu li, claro. Você comentou de Shopenhauer no outro post, sobre o livro da arte de escrever e deste posso afirmar: é sensacional. Gosto muito dele. Um abraço e sucesso com o blog.